A Prefeitura de João Pessoa, através da Secretaria de Educação e Cultura (Sedec), está investindo na criação de laboratórios de Ciências da Natureza nas escolas da Rede Municipal de Ensino. Até agora, 22 laboratórios completos foram instalados, além de 8 kits pedagógicos destinados a unidades menores. A meta é entregar um total de 48 kits, sendo 20 ainda este ano, com o intuito de fomentar a alfabetização científica e o ensino investigativo entre os alunos do Ensino Fundamental.
A secretária de Educação e Cultura, América Castro, ressaltou que a implementação dos laboratórios e a distribuição dos kits pedagógicos são ações estratégicas para aprimorar a aprendizagem dos estudantes.
Estamos investindo não apenas em estrutura, mas em oportunidades concretas de desenvolver o pensamento científico, a curiosidade e o protagonismo dos nossos alunos — afirmou.
O professor doutor João Justino Barbosa, coordenador de Ciências da Natureza da Sedec, informou que a instalação dos laboratórios está ocorrendo de forma gradual.
Já instalamos 22 laboratórios de Ciências na Rede Municipal de Ensino. Recentemente, três novos laboratórios foram inaugurados na Escola Dom José Maria Pires, na Escola Professor Afonso Pereira da Silva e no Centro Escolar Municipal de Atividades Pedagógicas Integradoras (Cemapi).
Além dos laboratórios, a Sedec está promovendo a adoção de kits pedagógicos para escolas que não possuem espaço para laboratórios completos.
Esses kits são destinados a escolas menores e já entregamos oito até o momento, com previsão de mais 20 ainda este ano
, garantiu João Justino Barbosa.
Os laboratórios são equipados com materiais avançados que possibilitam um aprendizado dinâmico nas áreas de Biologia, Física, Química e Geociências. Entre os equipamentos estão microscópios, esqueletos, lâminas com microrganismos, amostras de rochas e minerais, além de kits com cerca de 80 tipos de reagentes.
A Escola Municipal Aruanda, localizada no bairro dos Bancários, é um exemplo de como a instalação de laboratórios pode transformar a rotina escolar. A professora Isabel Feitosa destacou que o laboratório estimula a criatividade e a autonomia dos alunos, permitindo atividades como a extração de DNA de morangos.
A escola também criou um Clube de Ciências, onde os alunos se reúnem para realizar atividades extracurriculares e se preparar para competições científicas. Isabel mencionou que a Aruanda foi a primeira escola da rede a conquistar o ouro na Jornada Nacional de Foguetes, destacando o desempenho dos alunos em competições.
Alunos como Alice Peres, de 12 anos, já estão envolvidos em projetos de construção de foguetes para competições. Alice expressou seu interesse em contribuir para missões espaciais, como a recente Missão Artemis II da Nasa. Sua colega Maria Rita, de 13 anos, também se destacou em competições de Astronomia, refletindo o impacto positivo das atividades laboratoriais.
Vinicius Otávio, aluno do 9º ano, compartilhou sua experiência no laboratório e no Clube de Ciências, destacando como essas atividades ajudam no desenvolvimento de projetos e na interação entre os colegas. A professora Isabel Fonseca concluiu que o laboratório é um espaço de descoberta e criatividade, sempre ocupado pelos alunos em preparação para as Olimpíadas.
Fonte: Joaopessoa