O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul confirmou que suas forças armadas detectaram o lançamento de vários mísseis balísticos não identificados, que foram disparados da região de Sinpo em direção ao mar do Leste, também conhecido como mar do Japão. O incidente ocorreu por volta das 06h10 locais.
Em resposta, as autoridades sul-coreanas reforçaram seu sistema de vigilância e alerta, preparando-se para possíveis novos lançamentos. Antes desse evento, a agência de notícias Yonhap já havia reportado sobre um teste de pelo menos um míssil balístico.
Com esse lançamento, a Coreia do Norte totaliza seis testes de mísseis balísticos desde o início do ano. Em abril, a mídia estatal norte-coreana havia noticiado um teste de mísseis de cruzeiro realizado a partir de um contratorpedeiro no mar Amarelo, com a presença do líder Kim Jong-un.
Esses testes ocorrem em um contexto de tensões crescentes, já que a Coreia do Norte tem ignorado as tentativas do presidente sul-coreano Lee Jae-myung de melhorar as relações, que se deterioraram durante o governo anterior de Yoon Suk-yeol.
Seul expressou preocupação após a incursão de drones civis na Coreia do Norte em janeiro, um gesto que Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano, inicialmente considerou positivo. No entanto, em abril, um alto funcionário de Pyongyang classificou a Coreia do Sul como 'o Estado inimigo mais hostil'.
A Coreia do Norte vê seu programa de armas nucleares e mísseis balísticos como uma forma de garantir sua sobrevivência, diante do que considera intenções de invasão por parte da Coreia do Sul e dos Estados Unidos.
Recentemente, o diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, expressou preocupação com o 'aumento muito preocupante' das capacidades nucleares da Coreia do Norte, que são estimadas em 'algumas dezenas de ogivas'.