O município de Cabedelo passou por uma das fases mais turbulentas de sua história política na última década, marcada por operações policiais, eleições suplementares e cassações de prefeitos. Após o auge das crises, a reportagem analisa o que aconteceu com os ex-prefeitos que deixaram seus cargos em meio a escândalos.
Nos últimos dez anos, cinco prefeitos — Luceninha, Leto Viana, Vitor Hugo, André Coutinho e Edvaldo Neto — estiveram no centro de investigações e decisões judiciais que impactaram a administração municipal.
Luceninha
José Maria de Lucena Filho, conhecido como Luceninha, foi eleito prefeito de Cabedelo em 2013, mas renunciou ainda no mesmo ano, citando dificuldades financeiras. O vice-prefeito Leto Viana assumiu o cargo.
Luceninha foi mencionado em desdobramentos da Operação Xeque-Mate, que investigou corrupção na administração pública. Ele pretende retornar à política, concorrendo a uma vaga de vereador em 2024 pelo União Brasil, e afirma ter se mantido ativo em iniciativas sociais na cidade.
Leto Viana
Leto Viana, que assumiu após a renúncia de Luceninha, foi afastado em 2018 pela Operação Xeque-Mate, que investigou corrupção. Ele renunciou ao cargo em outubro do mesmo ano e, desde então, tem atuado discretamente na política, dedicando-se ao estudo do processo judicial e a atividades familiares.
Leto Viana planeja apoiar candidatos nas eleições de 2026, ao lado de sua esposa, Jacqueline Monteiro, ex-vereadora.
Vitor Hugo
Vitor Hugo Castelliano assumiu a prefeitura em abril de 2018 e foi eleito em março de 2019, mas teve seu mandato cassado pela Justiça Eleitoral. Ele continuou ativo na política, tornando-se presidente estadual do Avante em 2023 e, em 2025, foi secretário de Turismo de João Pessoa, cargo do qual se afastou para concorrer a deputado estadual.
André Coutinho
André Coutinho venceu as eleições suplementares em 2024, mas teve seu mandato cassado em 2025 por irregularidades eleitorais. Ele se manifestou esperando que a Justiça esclareça os fatos e tentou suspender a cassação, mas teve o pedido negado pelo Supremo Tribunal Federal.
Edvaldo Neto
Edvaldo Neto assumiu interinamente após a cassação de André Coutinho e foi eleito em abril de 2026. Contudo, foi afastado pela Polícia Federal durante a Operação Cítrico, que investiga fraudes em licitações e desvios de recursos. Em suas redes sociais, Edvaldo Neto afirmou que os fatos investigados ocorreram antes de sua gestão.
Fonte: Polemicaparaiba