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Coreia do Norte realiza lançamentos de mísseis balísticos

Neste sábado, a Coreia do Norte disparou múltiplos mísseis balísticos em direção ao mar, aumentando a tensão na região e desafiando resoluções da ONU. Este é o sétimo teste do ano.
Coreia do Norte dispara dois mísseis balísticos em direção ao Mar do Japão

A Coreia do Norte efetuou, no último sábado, o lançamento de vários mísseis balísticos em direção ao mar, conforme relataram as forças militares da Coreia do Sul e o governo japonês. Este evento marca o sétimo teste de mísseis realizado pelo país em 2026, sendo o quarto apenas no mês de abril.

Os projéteis foram disparados por volta das 6h10 de domingo, horário local, nas proximidades da cidade de Sinpo, na costa leste da Coreia do Norte. O governo japonês informou que os mísseis provavelmente caíram no mar, sem atingir a zona econômica exclusiva do Japão.

Após os lançamentos, o gabinete presidencial da Coreia do Sul convocou uma reunião emergencial de segurança para discutir a situação, segundo a imprensa local.

Os testes com mísseis balísticos são considerados uma violação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU, que impõem sanções ao programa militar da Coreia do Norte. No entanto, Pyongyang rejeita essas restrições, alegando que elas infringem seu direito à autodefesa.

Analistas apontam que a frequência dos testes reflete uma estratégia deliberada de fortalecimento do arsenal militar norte-coreano. O professor Lim Eul-chul, da Universidade Kyungnam, sugere que o cenário internacional atual pode estar favorecendo essa movimentação, com os Estados Unidos focados em outras questões, como o Irã.

Os lançamentos ocorrem em um contexto de expectativa diplomática, com Estados Unidos e China se preparando para uma cúpula em maio, onde o programa nuclear da Coreia do Norte será um dos tópicos discutidos. Recentemente, o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) destacou os avanços significativos da Coreia do Norte na produção de armas nucleares.

No final de março, Kim Jong Un afirmou que o status do país como potência nuclear é 'irreversível' e defendeu a ampliação da 'dissuasão nuclear de autodefesa'.

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