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Irã fecha novamente o Estreito de Ormuz e ataca petroleiros indianos

O Irã reverteu a reabertura do Estreito de Ormuz, atacando petroleiros indianos e desconsiderando declarações de Trump sobre a rota. A tensão entre EUA e Irã persiste.
Foto: G1

O Irã intensificou suas ações neste sábado, ao fechar novamente o Estreito de Ormuz e disparar contra dois petroleiros indianos. A Guarda Revolucionária do país afirmou que as declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a rota não têm validade.

Essas ações ocorreram após Trump anunciar um cessar-fogo de dez dias de Israel no Líbano, um ponto central nas negociações da guerra entre EUA, Irã e Israel, que teve início em 28 de fevereiro.

Apesar do fechamento, tanto os EUA quanto o Irã indicaram que as negociações continuam. O Irã está analisando novas propostas dos EUA, enquanto Trump mencionou que 'conversas muito boas estão acontecendo' em relação à guerra com o Irã.

O Irã decidiu reverter a reabertura do Estreito de Ormuz, impondo restrições à via marítima. O comunicado iraniano afirma que o bloqueio será mantido até que as restrições dos EUA a portos iranianos sejam suspensas.

Na sexta-feira, o presidente Trump declarou que o bloqueio militar dos EUA no Estreito de Ormuz continuaria, mesmo após o Irã anunciar a reabertura da rota. A reabertura foi uma das principais demandas dos EUA nas negociações por um acordo de paz.

Após o fechamento do estreito, lanchas iranianas dispararam contra dois petroleiros indianos. O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido confirmou que a tripulação dos navios estava a salvo.

O Ministério das Relações Exteriores da Índia confirmou o ataque e convocou o embaixador iraniano em Nova Déli para expressar sua preocupação. O secretário de Relações Exteriores da Índia pediu a retomada do processo de travessia do estreito para navios com destino à Índia.

A Guarda Revolucionária do Irã declarou que as palavras de Trump sobre o Estreito de Ormuz 'não têm validade' e que navios que se aproximarem da rota serão considerados como colaborando com o 'inimigo'.

O comandante da Marinha da Guarda Revolucionária advertiu que a Marinha dos EUA sofrerá um 'duro golpe' se atacar embarcações iranianas.

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