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SUS amplia uso de membrana amniótica para tratamento de diabetes

O SUS vai expandir a utilização de membrana amniótica para acelerar a cicatrização de feridas crônicas em pacientes diabéticos, reduzindo complicações graves como amputações.
Foto: Membrana amniótica curativo queimadura parto

O Sistema Único de Saúde (SUS) anunciou a ampliação do uso de membrana amniótica, uma tecnologia de medicina regenerativa, para tratar feridas crônicas em pacientes com diabetes. A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde.

Essa técnica, que utiliza tecido coletado durante o parto, é eficaz na aceleração da cicatrização e na redução de complicações graves, como amputações. No caso do pé diabético, a membrana amniótica pode dobrar a velocidade de cicatrização em comparação aos curativos tradicionais.

Desde 2025, o SUS já utiliza esse material no tratamento de queimaduras extensas, e a expectativa é que mais de 860 mil pacientes sejam beneficiados anualmente. O transplante de membrana amniótica é especialmente indicado para casos moderados a graves de comprometimento ocular, como úlceras de córnea e queimaduras químicas.

A oftalmologista Júnia Valle França destaca a importância do procedimento para pacientes diabéticos, que frequentemente enfrentam cicatrização lenta e riscos elevados de complicações oculares. A membrana amniótica cria um ambiente propício à regeneração, com propriedades anti-inflamatórias e antifibróticas.

Pesquisas recentes sugerem que o uso do tecido pode ser benéfico não apenas em estágios avançados da doença, mas também em casos selecionados, onde a aplicação precoce pode melhorar o prognóstico visual.

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