O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro não participou do interrogatório marcado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, na ação penal que investiga o tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil. O depoimento, que ocorreria por videoconferência, não contou com a presença do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Como réu no processo, Eduardo não é obrigado a prestar depoimento. Em novembro do ano passado, o STF aceitou, por unanimidade, a denúncia da Procuradoria-Geral da República, que apurou a atuação do ex-parlamentar junto ao governo dos EUA para promover o tarifaço contra as exportações brasileiras, além da suspensão de vistos de ministros do governo federal e da Corte. Ele é acusado de coação no curso do processo.
Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos e perdeu seu mandato por não comparecer às sessões da Câmara dos Deputados. Antes de agendar o depoimento, o ministro Moraes determinou a notificação do ex-deputado por edital, mas ele não foi localizado e não indicou advogado particular.
Diante dessa situação, a defesa de Eduardo será realizada pela Defensoria Pública da União.
Em outra questão, Alexandre Ramagem foi preso nos EUA por questões migratórias, e o governo brasileiro aguarda informações sobre o processo de retorno ao Brasil.