A capacitação contínua dos profissionais da vigilância em saúde é fundamental para uma resposta mais ágil e eficaz às doenças que afetam a população. Com esse intuito, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), em colaboração com a Gerência Executiva de Vigilância em Saúde (GEVS), a Escola de Saúde Pública da Paraíba (ESP-PB) e o Ministério da Saúde (MS), realiza a segunda etapa presencial do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS, nível fundamental (EpiSUS-Fundamental PB). O evento ocorre entre os dias 13 e 17 de outubro, no Hotel Littoral, em João Pessoa.
Com uma carga horária total de 200 horas, o curso se estende por três meses e é dividido em três momentos presenciais, intercalados por atividades de campo. Durante essas atividades, os profissionais têm a oportunidade de aplicar na prática os conhecimentos adquiridos. Nesta fase, os participantes apresentam os produtos desenvolvidos durante o período de dispersão e aprofundam conteúdos teóricos sobre investigação de surtos e análise de dados epidemiológicos.
Rejane Ciriaco, responsável técnica pelo EpiSUS-Fundamental na Paraíba, destaca que o curso é direcionado a profissionais da vigilância em saúde, com o objetivo de aprimorar a resposta a situações de saúde pública.
O EpiSUS Fundamental forma profissionais que já atuam na vigilância, fortalecendo sua capacidade de identificar, investigar e responder a doenças e agravos. As atividades práticas permitem que eles apliquem o conhecimento diretamente em seus territórios, contribuindo para o fortalecimento da vigilância — afirmou.
Anualmente, o Ministério da Saúde, em parceria com a SES e a ESP-PB, oferece essa iniciativa, que passa por atualizações constantes para incorporar novas metodologias e conteúdos. O objetivo é garantir que os profissionais estejam sempre alinhados às demandas atuais da saúde pública, enfrentando os desafios diários dos serviços.
A qualificação dos profissionais impacta diretamente a vida da população. Com um preparo adequado, eles conseguem identificar precocemente doenças e agravos, como vírus respiratórios e arboviroses, incluindo dengue, chikungunya e zika. Isso possibilita a adoção de medidas oportunas para controle e prevenção.
Quando esses profissionais estão qualificados, a identificação das doenças ocorre mais rapidamente, permitindo uma atuação eficaz da vigilância em saúde, o que ajuda a reduzir complicações e sequelas, como a microcefalia associada a algumas infecções — explicou.
A terceira e última etapa presencial do curso está programada para maio, quando os participantes apresentarão os trabalhos de conclusão desenvolvidos ao longo da formação, consolidando os conhecimentos adquiridos e fortalecendo a atuação da vigilância em saúde em todo o estado.
Fonte: Paraiba