Um novo julgamento sobre a morte de Diego Maradona, ícone do futebol argentino, teve início na terça-feira, com sete integrantes de sua equipe médica enfrentando acusações de homicídio por negligência. Este processo ocorre quase um ano após a anulação de um julgamento anterior.
O tribunal em San Isidro, próximo a Buenos Aires, ouvirá cerca de 100 testemunhas enquanto avalia a conduta da equipe médica no caso da morte do campeão da Copa do Mundo de 1986. Maradona faleceu em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, devido a um ataque cardíaco durante a recuperação de uma cirurgia cerebral.
Os réus, que negam qualquer irregularidade, incluem a psiquiatra Agustina Cosachov, o neurocirurgião Leopoldo Luque, o psicólogo Carlos Ángel Díaz, a médica Nancy Edith Forlini, e os enfermeiros Ricardo Almirón e Mariano Ariel Perroni, além do médico Pedro Pablo Di Spagna. Uma enfermeira, Dahiana Madrid, será julgada separadamente.
O primeiro julgamento, iniciado em março do ano passado, foi anulado após a renúncia de uma das juízas, Julieta Makintach, que violou regras judiciais ao ser filmada para um documentário. O novo julgamento exigirá que promotores e defesa reavaliem suas estratégias, considerando as evidências apresentadas anteriormente, incluindo depoimentos de familiares de Maradona.
Os promotores alegaram que a equipe médica falhou em seguir os protocolos de tratamento, descrevendo a casa onde Maradona se recuperava como um 'teatro de horror'. Por outro lado, a defesa argumentou que a morte do jogador era inevitável devido a problemas de saúde crônicos, incluindo dependência de substâncias.
As acusações de negligência surgiram em 2021, após uma investigação conduzida por uma junta médica, que concluiu que a equipe de Maradona agiu de maneira 'inadequada, deficiente e imprudente'. Se condenados, os réus podem enfrentar penas de prisão entre oito e 25 anos.