A Fifa divulgou a lista de árbitros que atuarão na próxima Copa do Mundo, que ocorrerá nos Estados Unidos, México e Canadá. O Brasil terá nove representantes na equipe de arbitragem, composta por três juízes principais, cinco assistentes e um árbitro assistente de vídeo (VAR).
Os árbitros principais serão Raphael Claus, Wilton Pereira Sampaio e Ramon Abatti Abel. Os assistentes incluem Bruno Boschillia, Bruno Pires, Danilo Manis, Rodrigo Figueiredo e Rafael Alves. Rodolpho Toski Marques atuará como VAR.
A Copa do Mundo, que será a maior da história com 48 seleções, contará com 104 partidas entre 11 de junho e 19 de julho. Para atender a essa demanda, a Fifa escalou um total de 52 árbitros, 88 auxiliares e 30 árbitros de vídeo. O Brasil é o país com o maior número de representantes na lista, o que foi celebrado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Netto Góes, novo diretor de arbitragem da CBF, comentou que essa representatividade é um reflexo de um trabalho sério e alinhado com os padrões de excelência do futebol mundial. No entanto, a confederação enfrentou crises recentes na arbitragem, levando à troca de diretores e à implementação de medidas para aprimorar o setor.
Após uma rodada problemática no Campeonato Brasileiro, a CBF afastou árbitros e VARs responsáveis por erros graves, incluindo Ramon Abatti Abel. Desde então, a confederação anunciou um programa de profissionalização da arbitragem, com 72 árbitros selecionados para receber salários mensais e bônus por desempenho, totalizando um investimento de R$ 195 milhões para 2026/27.
Recentemente, a CBF criou uma nova diretoria específica para a arbitragem, sob a liderança de Netto Góes, que trabalhará em conjunto com Rodrigo Martins Cintra, chefe da comissão de arbitragem. A confederação acredita que essa nova estrutura reforçará a governança da arbitragem brasileira, seguindo padrões recomendados pela Fifa.
Rodrigo Martins Cintra expressou otimismo em relação à nova fase da arbitragem brasileira, destacando a importância da profissionalização e o objetivo de tornar a arbitragem do país uma das grandes potências mundiais nos próximos anos.