O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, pediu desculpas ao pré-candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, por não tê-lo parabenizado após a escolha do goiano para a disputa ao Palácio do Planalto.
Os dois se encontraram em Porto Alegre, na sede da Farsul, em um breve encontro que marcou a primeira conversa desde o anúncio do PSD na semana anterior. Leite se manifestou nas redes sociais, afirmando:
Estive hoje com o governador Caiado e aproveitei para, antes de mais nada, me desculpar pela indelicadeza não intencional de não tê-lo parabenizado pela indicação como pré-candidato do PSD.
Durante a reunião, Leite apresentou uma carta a Caiado, destacando a importância de focar nas "tantas convergências" entre eles, mas também mencionou a anistia aos réus dos eventos de 8 de Janeiro como um ponto de divergência.
Compreendo que há, por parte do governador Caiado, a verdadeira intenção de buscar a pacificação do país ao tratar da questão envolvendo os atos de 8 de Janeiro. Esse é um objetivo que todos nós devemos compartilhar — afirmou Leite.
No entanto, ele expressou sua preocupação:
Mas, sinceramente, não me parece que a pacificação nacional será alcançada com a inauguração de um governo tendo como um de seus primeiros atos a concessão de anistia ampla aos envolvidos nesses episódios.
Leite também se colocou à disposição para ajudar Caiado na construção de uma alternativa viável contra a polarização, enfatizando a necessidade de gestos que indiquem abertura e moderação na política.
O PSD, partido de Gilberto Kassab, começou o ano com três pré-candidatos à Presidência, mas a disputa se restringiu a Caiado e Leite após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Junior.
Caiado foi escolhido por Kassab como o pré-candidato do PSD, em detrimento de Leite, que aspirava a ser uma alternativa de centro. Após a escolha, Leite lamentou a decisão, afirmando que seu nome era o único capaz de romper com a polarização.
Embora a reunião entre Leite e Caiado tenha sido inicialmente agendada para o Palácio Piratini, ela foi adiada devido ao cancelamento de um voo de Leite. Em coletiva à noite, Caiado expressou que o gaúcho estará em seu palanque no Rio Grande do Sul e que espera contar com sua presença em Brasília, caso seja eleito.
Caiado destacou que a divergência sobre a anistia não deve ser um motivo de constrangimento durante a campanha, afirmando que há 100% de convergência em outros temas.
Leite decidiu permanecer no governo gaúcho e não disputará a eleição deste ano.