Search

Estratégias de Negociação de Trump e a Crise com o Irã

A abordagem de Donald Trump nas negociações com o Irã reflete táticas descritas em seu livro 'A Arte da Negociação', onde ele defende exigências máximas e uma postura agressiva.
Foto: G1

Na última terça-feira, Donald Trump fez um ultimato ao Irã para que abrisse o Estreito de Ormuz, ameaçando consequências catastróficas. No entanto, horas depois, ele recuou após negociações com os iranianos. Especialistas em direito internacional alertam que tais ameaças poderiam ser consideradas crimes de guerra.

A origem da postura de Trump não está na política, mas sim no mercado imobiliário de Nova York dos anos 70 e 80. Sua conduta, que pode parecer contraditória, segue os padrões de negociação que ele mesmo descreve em seu livro 'Trump: A Arte da Negociação'.

No best-seller, escrito em parceria com Tony Schwartz, Trump apresenta princípios que guiaram sua carreira como empreiteiro. Um aspecto central é a estratégia de partir de exigências máximas, visando sempre o limite mais alto possível para conduzir a negociação.

Trump defende a tática de 'pedir o mundo', iniciando negociações com exigências extremas para deslocar o centro da discussão. Ao vincular a reabertura de uma rota vital de petróleo a um prazo curto e a ameaças severas, ele aumentou o custo da recusa iraniana.

Além disso, Trump menciona a necessidade de ser 'um pouco selvagem', adotando um discurso agressivo para desestabilizar a outra parte. Em seu livro, ele relata uma negociação em que, após uma abordagem convencional fracassada, mudou para uma postura ameaçadora, resultando em uma resposta rápida do banco.

No entanto, no contexto do Oriente Médio, as táticas de Trump parecem encontrar um adversário menos flexível do que um executivo bancário. As tensões na região continuam, com um cessar-fogo temporário que não impediu ataques e bombardeios, especialmente no sul do Líbano.

PUBLICIDADE

Mais recentes

PUBLICIDADE