Israel desconsiderou o cessar-fogo anunciado na guerra contra o Irã e intensificou suas operações militares no Líbano. O primeiro-ministro Binyamin Netanyahu confirmou que a ofensiva é a maior contra o país vizinho desde o início do conflito, resultando em um saldo de dezenas de mortos e feridos, segundo informações do governo libanês.
O Líbano se viu envolvido no conflito após o Hezbollah, aliado do Irã, atacar Israel em 28 de fevereiro. Desde então, Israel ocupa militarmente o sul do Líbano. O presidente libanês, Joseph Aoun, expressou a esperança de que o país seja incluído na trégua, enquanto Teerã condiciona sua adesão ao fim dos ataques contra seus aliados.
O Exército de Israel informou que atacou cerca de cem alvos do Hezbollah em várias regiões do Líbano, incluindo a capital Beirute e o Vale do Beqaa. O Ministério da Saúde do Líbano reportou 89 mortes, incluindo 12 profissionais de saúde, e cerca de 700 feridos, descrevendo os ataques como um massacre.
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, denunciou as ações israelenses como uma violação do acordo de cessar-fogo. O embaixador do Irã na ONU também pediu que Israel respeitasse o acordo, alertando sobre possíveis consequências. As Forças Armadas do Irã afirmaram que apoiarão as frentes de resistência na região.
O Hezbollah declarou seu direito de retaliar e pediu que os civis deslocados não retornem antes de um acordo de cessar-fogo ser anunciado. O número de deslocados no Líbano ultrapassou um milhão, exacerbando a crise humanitária no país.
Os ataques israelenses, que atingiram áreas civis, foram precedidos por alertas em algumas regiões, mas não houve aviso para o centro de Beirute, que também foi alvo. Imagens mostram explosões em áreas residenciais e edifícios em chamas.
Diante da escalada do conflito, países europeus como Espanha e França pediram a inclusão do Líbano na trégua. O ministro das Relações Exteriores espanhol considerou inaceitável a continuidade dos ataques israelenses.
O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, aceitou uma proposta de cessar-fogo do Paquistão, embora tenha feito ameaças anteriormente. Ele afirmou que sua decisão se baseou na promessa do Irã de reabrir o estreito de Hormuz durante a trégua.
O regime iraniano confirmou que as negociações com os EUA ocorrerão em Islamabad, mas ressaltou que isso não significa o fim imediato da guerra, aguardando a finalização dos detalhes do plano proposto.