A Operação Centelha, realizada pela Polícia Federal, tem como alvo um núcleo financeiro associado ao jogo do bicho no Rio de Janeiro. Os principais investigados são membros da família Coité, que enfrentam acusações de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.
Fontes da investigação afirmam que o grupo não tem ligação direta com Rogério Andrade, uma figura proeminente na contravenção atual do estado. A conexão da família Coité remonta ao legado de Castor de Andrade, um dos maiores chefes do jogo do bicho na história do Rio.
Embora Castor de Andrade tenha falecido em 1997, sua influência persiste. Ele foi patrono de importantes instituições culturais e esportivas, construindo um império que impactou diversos grupos econômicos e políticos na Zona Oeste do Rio.
Na operação, a PF e o Gaeco do Ministério Público Federal investigam uma estrutura econômica que inclui postos de combustíveis e lojas de conveniência, supostamente utilizados para movimentar e ocultar dinheiro proveniente da contravenção, além de sonegação fiscal.
Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão em locais relacionados aos investigados, tanto no Rio de Janeiro quanto em Mangaratiba. A Justiça também autorizou o sequestro de bens, incluindo imóveis, veículos de luxo e embarcações.
Entre os alvos estão três policiais civis e um policial militar. A PF destaca que a estrutura investigada possui características de uma organização criminosa, com divisão de funções e atuação coordenada para lavagem de capitais.
Os envolvidos podem enfrentar acusações de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, sonegação fiscal e organização criminosa.
Fonte: Metropoles