O Irã anunciou um acordo com os Estados Unidos, indicando que o Estreito de Ormuz será reaberto por um período inicial de duas semanas. Este estreito é considerado uma "artéria" da indústria petrolífera, responsável por cerca de 20% do petróleo mundial.
Durante os 39 dias em que o estreito esteve fechado devido ao conflito, o impacto na economia global foi significativo. O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e, na sua parte mais estreita, possui apenas 33 km de largura, com canais de navegação de 3 km em cada direção.
Dados da plataforma de monitoramento marítimo Vortexa indicam que entre o início de 2022 e maio de 2025, entre 17,8 e 20,8 milhões de barris de petróleo passaram diariamente pelo estreito. Países da OPEP, como Arábia Saudita e Irã, dependem fortemente dessa rota para exportar petróleo, principalmente para a Ásia.
O fechamento do estreito gerou problemas sérios no abastecimento global de petróleo. Em resposta, os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita estão buscando rotas alternativas para reduzir a dependência do estreito. O Catar, um dos principais exportadores de gás natural liquefeito, também utiliza essa passagem para a maior parte de sua produção.
A Administração de Informação de Energia dos EUA relatou que havia cerca de 2,6 milhões de barris por dia de capacidade ociosa nos oleodutos desses países, que poderiam ser utilizados para contornar o Estreito de Ormuz.