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Casa Branca refuta insinuações sobre uso de armas nucleares

A Casa Branca negou que o governo Trump esteja considerando o uso de armas nucleares contra o Irã, após declarações do vice-presidente JD Vance gerarem interpretações alarmantes.
Foto: Vice-presidente dos EUA JD Vance

Em resposta a declarações do vice-presidente JD Vance, a Casa Branca afirmou que não há qualquer consideração sobre o uso de armas nucleares contra o Irã. A controvérsia surgiu durante uma agenda oficial de Vance na Hungria, onde ele mencionou que os Estados Unidos têm "ferramentas à disposição" que ainda não foram utilizadas, insinuando que o presidente poderia optar por usá-las se Teerã não alterasse sua conduta.

A Casa Branca reagiu rapidamente a uma interpretação nas redes sociais que sugeria uma ameaça nuclear. Em uma postagem oficial, o governo afirmou que

nada do que o vice-presidente disse insinua isso, seus completos bobões

, criticando a interpretação como infundada.

Apesar da negativa, as declarações de autoridades norte-americanas aumentaram a tensão internacional. O presidente Trump, em uma publicação, afirmou que

uma civilização inteira morrerá esta noite

, intensificando a incerteza em relação ao prazo dado ao governo iraniano para uma resposta.

Vance indicou que a Casa Branca esperava uma resposta do Irã até as 20h (horário de Brasília) e expressou a esperança de que isso permitisse a retomada do fluxo energético global, essencial para o abastecimento de petróleo e gás.

Este episódio ocorre em um momento crítico de escalada no Oriente Médio, com o ultimato dos Estados Unidos relacionado à reabertura do Estreito de Ormuz, uma rota estratégica que transporta cerca de 20% do petróleo mundial. O Irã rejeitou as condições impostas, considerando-as "ilógicas" e reafirmando que não negocia sob pressão.

A tensão foi exacerbada por ataques atribuídos a Israel a alvos estratégicos iranianos, incluindo infraestruturas em Teerã e Tabriz. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que milhões de iranianos estão prontos para defender o país, enquanto membros da Guarda Revolucionária enfatizaram sua capacidade de causar destruição em larga escala.

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