Os Estados Unidos emitiram um alerta sobre uma série de ataques cibernéticos realizados por hackers associados ao regime do Irã, direcionados a sistemas de água e energia do país.
A Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (Cisa) foi responsável pela notificação, mas não detalhou quais instalações foram comprometidas ou se houve danos. De acordo com o jornal The New York Times, os ataques visavam equipamentos industriais de uma empresa americana.
Os hackers tinham como alvo os 'controladores lógicos programáveis' da Rockwell Automation, que fornece tecnologia para a automação e modernização de processos industriais. Em resposta, as autoridades recomendaram a desconexão de sistemas da internet como uma medida preventiva.
Recentemente, um grupo de hackers pró-Irã reivindicou um ataque em larga escala contra a empresa de tecnologia médica Stryker, que resultou em interrupções significativas em sua rede global. A invasão afetou sistemas internos e ferramentas da Microsoft, com relatos de problemas operacionais e perda de dados.
O ataque foi uma retaliação a um incidente que deixou mais de 150 estudantes mortos em uma escola em Minab, com os EUA sendo apontados como responsáveis por um ataque aéreo que teria causado o erro. Os hackers alegaram ter roubado cerca de 50 terabytes de dados da Stryker, afetando escritórios em 79 países.
Em comunicado, a Stryker afirmou que não havia indícios de ransomware ou malware e que estava trabalhando para entender o impacto do ataque. O grupo Handala, que assumiu a autoria da invasão, foi formado em 2022 e se identifica com interesses iranianos.
Este ataque cibernético marca o primeiro incidente desse tipo desde o início do conflito militar entre os EUA e o Irã. Durante a invasão, o logotipo do Handala foi exibido em páginas de login de várias empresas.