Donald Trump e autoridades americanas caracterizaram o resgate de um aviador dos EUA no Irã como um 'milagre de Páscoa', utilizando uma retórica religiosa que associa a operação a uma causa justa. Críticos apontaram que essa abordagem confunde fé com política, especialmente ao justificar ações militares.
Durante uma entrevista ao programa 'Meet the Press', Trump afirmou: 'O resgate foi um milagre de Páscoa'. Outros membros de seu gabinete também ecoaram essa mensagem. Além disso, Trump fez ameaças nas redes sociais, pressionando o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz, utilizando linguagem agressiva e terminando com 'Louvado seja Alá'.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, mencionou a Páscoa em uma publicação, destacando que o resgate de um militar americano representa uma grande vitória. O chefe do Departamento de Defesa, Pete Hegseth, também expressou sua aprovação em uma postagem no X.
A combinação de referências religiosas com ameaças militares gerou reações negativas. A republicana Marjorie Taylor Greene criticou Trump por desvirtuar valores cristãos, sugerindo que os líderes deveriam buscar a paz. O Council on American-Islamic Relations condenou a retórica de Trump, considerando-a imprudente e perigosa.
Recentemente, um grupo de parlamentares democratas solicitou uma investigação sobre a possível utilização de profecias bíblicas para justificar ações militares contra o Irã, enfatizando a necessidade de manter a separação entre Igreja e Estado.