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ONU discute autorização de força militar no Estreito de Ormuz

O Conselho de Segurança da ONU analisa proposta para uso de força militar no Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã. China, Rússia e França se opõem à medida.
Foto: Estreito de Ormuz

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) se reúne para deliberar sobre uma proposta que visa permitir o uso de força militar para proteger a navegação comercial no Estreito de Ormuz, atualmente bloqueado pelo Irã. A votação, inicialmente marcada para sexta-feira, foi adiada devido a um feriado.

A resolução, apresentada pelo Bahrein, autoriza o uso de "todos os meios defensivos necessários" para garantir a segurança na região e teria validade de pelo menos seis meses. No entanto, a proposta enfrenta resistência de China, Rússia e França, que possuem poder de veto e se opõem a qualquer ação militar.

Esses países rejeitam a autorização para o uso de força, conforme reportado pelo jornal The New York Times. O ponto de discórdia reside em um trecho da resolução que permite a utilização de "todos os meios necessários" para assegurar a passagem e prevenir bloqueios no estreito.

O ministro das Relações Exteriores do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, argumentou que a "tentativa ilegal e injustificada

do Irã de controlar a navegação representa uma ameaça aos interesses globais, exigindo uma

resposta decisiva". Ele também mencionou ataques a estruturas civis, como aeroportos e portos.

Para que a resolução seja aprovada, são necessários pelo menos nove votos favoráveis, além de não poder receber vetos dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança: Reino Unido, China, França, Rússia e Estados Unidos.

A crise no Estreito de Ormuz impactou significativamente os preços do petróleo, que dispararam desde o fechamento da passagem pela Guarda Revolucionária do Irã. Essa rota é crucial, pois cerca de um quinto do petróleo mundial passa por ela, em um trecho de apenas 33 km.

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