Um recente relatório da Casa Branca expressou preocupações sobre o sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, conhecido como Pix. O documento sugere que o modelo pode prejudicar empresas norte-americanas do setor, como Visa e Mastercard.
O relatório destaca que o Banco Central do Brasil é responsável pela criação, operação e regulação do Pix, e que representantes do setor financeiro dos Estados Unidos temem que essa plataforma favoreça os serviços de pagamento locais em detrimento dos fornecedores norte-americanos.
Além disso, o Banco Central exige que instituições financeiras com mais de 500 mil contas adotem o uso do Pix, o que intensifica as preocupações sobre a competitividade do mercado.
O sistema já havia sido mencionado anteriormente por Donald Trump, que, no ano passado, anunciou a abertura de uma investigação contra o Brasil com base na Seção 301 da lei de comércio norte-americana, citando práticas desleais, incluindo o Pix.
O relatório também critica a chamada 'taxa das blusinhas', uma medida que impõe alíquotas sobre compras internacionais. O governo dos EUA argumenta que essas políticas dificultam a entrada de produtos estrangeiros no Brasil.
O documento menciona tarifas elevadas sobre importações brasileiras, incluindo produtos eletrônicos e vestuário, e destaca a alíquota fixa de 60% sobre remessas expressas importadas.
A nova taxa de importação, sancionada em 2024, gerou descontentamento entre os eleitores e impactou a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O relatório também aborda as incertezas enfrentadas por exportadores americanos no Mercosul, destacando que mudanças frequentes nas taxas alfandegárias dificultam a previsibilidade dos custos de negócios no Brasil.