O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto que impõe restrições ao voto por correio. Durante a cerimônia, Trump reiterou suas alegações de que a fraude nessa modalidade de votação é "lendária", embora não tenha apresentado evidências que sustentem essa afirmação.
O decreto determina que dados federais sejam utilizados para que as autoridades estaduais verifiquem quais cidadãos têm direito a votar. Além disso, as cédulas de voto por correio deverão ser enviadas apenas aos eleitores que constarem em uma "Lista de Cidadãos", a ser criada pelos departamentos de Segurança Interna e Administração da Previdência Social.
Outra exigência do decreto é que as cédulas sejam enviadas em envelopes seguros, que terão códigos de barras únicos, permitindo rastreamento e maior controle sobre a integridade do voto.
Essa decisão intensifica as tensões em torno do sistema eleitoral americano, frequentemente criticado por Trump, que alega que as eleições de 2020 foram fraudulentas. Neste ano, ele expressou a intenção de
nacionalizar as votações de meio de mandato
, que ocorrerão em novembro, ressaltando que as eleições são organizadas por cada estado.
Trump também tem pressionado o Congresso a aprovar o Save America Act, que inclui a exigência de apresentação de documentos na hora de votar. Críticos afirmam que tais medidas podem dificultar o acesso das minorias às urnas.
O secretário de comércio, Howard Lutnick, presente na assinatura do decreto, indicou que o governo pode usar essa medida para incentivar os estados a adotarem regras mais rigorosas para a votação pelo correio. Ele afirmou que, se os estados desejarem utilizar o serviço postal, precisarão obter um código de barras do serviço postal para cada voto.
Trump reconheceu que a nova medida pode enfrentar desafios legais, já que a Constituição dos EUA atribui aos estados a responsabilidade de definir as regras eleitorais. Apesar de criticar o voto por correio, Trump utilizou essa modalidade em uma eleição na Flórida, justificando sua escolha pela impossibilidade de estar presente no estado.