Lúcio Fernando Penha Ferreira, ex-assessor do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), foi preso em uma operação que investiga a venda de decisões judiciais. Ele é considerado um dos principais operadores do esquema, sendo conhecido nos bastidores como o 'assessor ostentação'.
A investigação revela que Lúcio ostentava um estilo de vida elevado, com bens de luxo, incluindo um carro de alto valor e um imóvel milionário. Segundo a Polícia Federal, ele desempenhava um papel central na articulação do esquema, atuando como intermediador nas negociações para a venda de sentenças.
Uma delação premiada sugere que Lúcio participou de um acordo que envolvia o pagamento de R$ 250 mil para a liberação de uma decisão favorável. Desse montante, cerca de R$ 150 mil teriam sido entregues em dinheiro vivo, com Lúcio encarregado de buscar a quantia.
O esquema operava de forma estruturada, começando pela identificação de processos de alto valor, especialmente em disputas agrárias. Assessores e advogados atuavam como intermediários entre as partes interessadas e membros do Judiciário, garantindo celeridade e direcionamento nos processos mediante pagamento.
Além de Lúcio, a operação também investiga outros nomes ligados ao Judiciário, incluindo desembargadores e juízes afastados. A Operação Inauditus está cumprindo mandados em diferentes estados e pode ter movimentado milhões de reais, com bloqueio de até R$ 50 milhões.
Fonte: Metropoles