Rodrigo Manga, prefeito de Sorocaba, reassume seu cargo após a suspensão do afastamento determinado pelo ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão, proferida na terça-feira, 31, ocorre após Manga estar fora da gestão municipal desde novembro do ano passado.
A defesa do prefeito expressou satisfação com a decisão, afirmando que o STF reconheceu a falta de fundamentos para a manutenção do afastamento, que consideraram precipitado e sem evidências de ilicitude por parte de Manga.
É importante ressaltar que a decisão de Nunes Marques é liminar e ainda precisa ser ratificada pela Segunda Turma do STF em uma sessão virtual extraordinária.
Recentemente, Manga enfrentou uma denúncia da Procuradoria Regional da República, que o acusou de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, peculato, contratação ilegal e fraude em licitações. A defesa do prefeito refuta as alegações.
As acusações estão ligadas à Operação Copia e Cola, que investiga supostos desvios de recursos da saúde municipal. A Polícia Federal iniciou a segunda fase da operação em novembro, resultando no afastamento de Manga por 180 dias, com a justificativa de que ele poderia interferir nas investigações.
A decisão de afastamento foi sustentada por indícios de que o prefeito seria o líder de um esquema de corrupção. Contudo, ao suspender essa medida, Nunes Marques argumentou que o único fato recente relevante era um contrato do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Sorocaba (SAAE), que não está diretamente sob a alçada do Executivo municipal.
O ministro também destacou que a manutenção do afastamento representava uma intervenção excessiva na administração municipal, sem evidências concretas de risco à ordem pública ou à persecução penal.
Rodrigo Manga, que se destacou nas redes sociais, já manifestou interesse em concorrer a cargos maiores, como o governo de São Paulo, o Senado e até a Presidência da República.