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Lula formaliza indicação de Jorge Messias ao STF após impasse

O presidente Lula enviou ao Senado a indicação de Jorge Messias ao STF, após mais de quatro meses de espera. O governo buscou tempo para articulações políticas e evitar resistência ao nome.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O presidente Lula decidiu enviar ao Senado a comunicação que formaliza a indicação de Jorge Messias, ministro da Advocacia-Geral da União, ao STF. O anúncio do nome ocorreu há mais de quatro meses, mas a formalização não havia sido realizada até agora.

O governo enfrentou um impasse com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que mostrava resistência à indicação de Messias, preferindo inicialmente o nome do senador Rodrigo Pacheco.

Embora o nome de Messias tenha sido anunciado publicamente no final do ano passado, Lula optou por adiar o envio do comunicado oficial para permitir mais tempo para articulações políticas antes da sabatina no Senado.

Em nota, Messias declarou que o momento "exige entendimento" e que buscará novamente os senadores para discutir sua indicação, reafirmando seu compromisso com o diálogo e a conciliação.

A demora na formalização da indicação foi uma estratégia para evitar que Alcolumbre trabalhasse rapidamente contra Messias e para ampliar as negociações em torno do nome do advogado-geral da União.

Após o anúncio, Alcolumbre chegou a agendar a sabatina de Messias, mas teve que cancelar devido à falta de documentos necessários, uma parte da estratégia do governo para ganhar tempo.

Agora, com a documentação enviada, o processo oficial de análise da indicação de Messias ao Supremo pode começar. O governo espera uma recepção mais favorável ao nome de Messias por parte dos senadores.

Entretanto, a avaliação do governo contrasta com a percepção de aliados de Alcolumbre, que indicaram um aumento na resistência ao indicado de Lula, especialmente após investigações relacionadas ao Banco Master.

Nos últimos meses, ministros do STF também se manifestaram em apoio a Messias, incluindo os indicados por Jair Bolsonaro, André Mendonça e Kassio Nunes Marques, além de Gilmar Mendes e Cristiano Zanin.

A ausência de comunicação formal da indicação foi criticada por Alcolumbre, que ressaltou que sem esse passo o Senado não poderia decidir sobre a aceitação do indicado. A demora permitiu que Messias realizasse uma campanha em favor de sua indicação.

Lula também discutiu a indicação com o líder do governo no Senado e o presidente da CCJ em um almoço, onde foi informado que Messias tinha boas chances de ser aprovado.

A confirmação de Messias requer o apoio de pelo menos 41 dos 81 senadores em votação secreta, e houve resistências na Casa que ameaçaram avançar com pautas contrárias ao governo.

Alcolumbre, que defendia a indicação de Pacheco, expressou seu descontentamento com a forma como Lula conduziu a escolha de Messias, o que deteriorou a relação entre o presidente e o Senado.

Messias, que é evangélico, agradeceu o apoio recebido e se comprometeu a retribuir a confiança com dedicação e integridade. O ministro André Mendonça elogiou a escolha de Lula, destacando a qualificação de Messias para o cargo.

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