A deputada estadual Doutora Paula, do Progressistas, apresentou um requerimento na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) que sugere a inclusão obrigatória de psicólogos e assistentes sociais no currículo das escolas da rede pública. A proposta tem como objetivo fortalecer a orientação de crianças e adolescentes, promovendo uma formação cidadã e uma consciência crítica em relação ao feminicídio e outras formas de violência de gênero.
Em seu discurso no plenário, a parlamentar ressaltou que a luta contra o feminicídio é uma questão que tem sido uma prioridade em seu mandato e que, recentemente, tem recebido maior apoio no cenário político e social. Ela comemorou a aprovação quase unânime da Emenda da Recursa Contra o Feminicídio, evidenciando que o tema está sendo cada vez mais compreendido pelos parlamentares.
Doutora Paula definiu o feminicídio como
o homem matar uma mulher simplesmente pelo fato de ela ser mulher
, destacando que isso reflete uma cultura machista, sexista e misógina ainda presente na sociedade. Para ela, a mudança dessa realidade deve começar nas escolas.
Eu só acredito nessa mudança a partir da educação, desde o primário. Se não mudarmos a educação das nossas crianças e jovens, não haverá mudança. A sociedade machista não vai se transformar sozinha; precisamos mostrar desde cedo que dignidade tem preço, e esse preço é a vida, não a morte — afirmou a deputada.
Com a proposta, a deputada sugere que cada escola tenha um psicólogo e um assistente social, profissionais que desempenham um papel crucial na promoção de valores como respeito, igualdade e valorização das mulheres. A presença desses especialistas, segundo ela, permitirá um acompanhamento mais humanizado e pedagógico.
Esses profissionais poderão orientar crianças e adolescentes para que construam uma consciência digna, de valorização das mulheres. Basta de feminicídio, basta de assassinato contra mulheres — concluiu.
A iniciativa reafirma o compromisso do mandato de Doutora Paula com políticas públicas voltadas para o enfrentamento da violência de gênero, defendendo que a educação é o caminho mais eficaz para transformar mentalidades e prevenir futuras agressões.