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Golfo Pérsico pressiona Trump a intensificar ações contra Irã

Países do Golfo, liderados pela Arábia Saudita e Emirados, incentivam Trump a prolongar a guerra contra o Irã até que mudanças significativas ocorram no regime iraniano.
Foto: G1

Na busca por uma solução definitiva para o conflito com o Irã, nações do Golfo Pérsico têm incentivado o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a manter a guerra até que o regime iraniano seja substancialmente enfraquecido. Essa informação foi divulgada pela agência de notícias Associated Press.

A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos estão à frente desse movimento, argumentando que o Irã ainda não sofreu danos suficientes devido às ações militares de EUA e Israel, que se intensificam há mais de um mês.

Líderes de países como Kuwait e Bahrein também expressaram, em conversas privadas, que desejam que o conflito persista até que haja mudanças significativas na liderança iraniana ou uma alteração drástica em seu comportamento.

Essa mudança de postura dos países do Golfo é notável, uma vez que, no início da guerra, eles criticaram os EUA por não terem informado previamente sobre os ataques. Agora, veem a situação como uma oportunidade histórica para debilitar o regime dos aiatolás.

Além disso, há considerações de que esses países possam se envolver diretamente no conflito, especialmente se o Irã atacar suas infraestruturas vitais, como instalações energéticas e usinas de dessalinização.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou que Trump espera que as nações do Golfo contribuam financeiramente para os custos da guerra contra o Irã, enquanto o presidente oscila entre afirmar que o regime iraniano está pronto para encerrar o conflito e ameaçar uma escalada militar.

O jornal 'The Wall Street Journal' reportou que Trump considera a possibilidade de encerrar a guerra, mesmo com o Estreito de Ormuz ainda fechado. Recentemente, ele afirmou que 'obliterará' a infraestrutura vital do Irã caso não haja um acordo, enquanto acumula tropas na região para uma possível invasão terrestre.

Embora haja um apoio geral às ações dos EUA, um diplomata do Golfo destacou divisões internas. Arábia Saudita e Emirados pressionam por uma ação militar mais contundente, enquanto Omã e Catar defendem uma abordagem diplomática.

Os Emirados Árabes, que já enfrentaram ataques iranianos, demonstram crescente descontentamento com a guerra e seu impacto na imagem do país. A Arábia Saudita, por sua vez, argumenta que encerrar o conflito agora não resultaria em um acordo satisfatório para a segurança dos países árabes vizinhos.

Para que um acordo final seja alcançado, os sauditas acreditam que é necessária uma mudança profunda no regime iraniano, incluindo a neutralização de seu programa nuclear e a destruição de sua capacidade de mísseis balísticos.

Até o momento, Trump não solicitou a participação direta dos países do Golfo nas operações militares, possivelmente para evitar complicações adicionais na região. Recentemente, um incidente envolvendo caças americanos e fogo aliado do Kuwait ressaltou os riscos de uma escalada militar.

O Irã, por sua vez, advertiu que poderá atacar a infraestrutura crítica dos países vizinhos caso os EUA intensifiquem os ataques. A falta de um objetivo claro e a incerteza sobre a determinação dos EUA em levar a guerra até o fim geram relutância entre alguns países do Golfo em se envolver diretamente no conflito.

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