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Israel aprova pena de morte para palestinos em casos de terrorismo

O Parlamento israelense aprovou uma lei que institui a pena de morte para palestinos condenados por ataques letais, gerando reações de grupos de direitos humanos e políticos. A decisão foi impulsionada por membros da...
Foto: Jill Gralow / Arquivo

Israel aprovou uma nova legislação que estabelece a pena de morte para palestinos condenados por ataques letais, conforme anunciado pelo Parlamento israelense nesta segunda-feira. A medida, que agora se torna padrão em tribunais militares para casos classificados como 'atos de terrorismo', foi aprovada com 62 votos a favor e 48 contra.

Essa decisão é uma das principais promessas de campanha de políticos de extrema-direita, incluindo o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, e contou com o apoio do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Após a aprovação da lei, diversas organizações de direitos humanos, tanto em Israel quanto na Europa, manifestaram sua condenação à proposta. A Associação para os Direitos Civis em Israel anunciou que entrou com uma petição na Suprema Corte do país, solicitando a anulação da nova legislação.

Além disso, no início do mês, outra decisão de Israel foi contestada por grupos de direitos humanos. As forças militares israelenses retiraram as acusações contra cinco soldados acusados de abusar sexualmente de um prisioneiro palestino, um caso que gerou intensa controvérsia desde a detenção dos soldados em julho de 2024.

A detenção dos soldados provocou protestos de membros do governo de extrema direita e de ultranacionalistas, que invadiram a prisão em que os soldados estavam detidos. A prisão de Sde Teiman, criada após 7 de outubro de 2023, se tornou notória devido a alegações de abuso e tortura de palestinos detidos.

As acusações contra os soldados incluíam agressões físicas e sexuais a um prisioneiro palestino, que resultaram em ferimentos graves e a necessidade de cirurgia. O caso gerou uma forte divisão na sociedade israelense.

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