Em uma recente entrevista ao site Newsmax, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu declarou que não pretende definir um prazo para o fim da guerra com o Irã. Ele destacou que Israel e os Estados Unidos já alcançaram mais da metade dos objetivos militares estabelecidos no conflito, com foco na destruição do estoque de urânio enriquecido iraniano.
Durante a conversa com o CEO da emissora, Christopher Ruddy, Netanyahu elogiou o presidente dos EUA, Donald Trump, por ter reconhecido precocemente a ameaça nuclear representada pelo Irã. O premiê também expressou a crença de que o regime iraniano pode eventualmente entrar em colapso, embora tenha negado que esse seja o objetivo da atual ofensiva.
Netanyahu afirmou:
Acho que esse regime pode colapsar internamente. Mas, neste momento, o que estamos fazendo é enfraquecer a capacidade militar, de mísseis e nuclear deles, além de pressionar o país por dentro.
Enquanto isso, o presidente Trump fez novas ameaças contra alvos estratégicos do Irã, caso um cessar-fogo não seja acordado em breve. Essa pressão coincide com a chegada de 2.500 fuzileiros americanos ao Oriente Médio, aumentando as preocupações sobre uma possível incursão terrestre.
O Irã, por sua vez, classificou a proposta dos EUA para encerrar a guerra como "fora da realidade e excessiva". O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, afirmou que não houve negociações diretas com os EUA, apenas mensagens intermediárias sobre o interesse em dialogar.
Contradizendo Baghaei, Trump declarou que as negociações indiretas com Teerã, mediadas pelo Paquistão, estão progredindo e que um acordo pode ser alcançado rapidamente.