Um novo medicamento experimental, conhecido como elegrobart, demonstrou resultados encorajadores em um estudo clínico avançado voltado para a doença ocular da tireoide. Os dados foram divulgados pela Viridian Therapeutics, a empresa responsável pelo desenvolvimento do tratamento.
O estudo envolveu 132 pacientes com a forma ativa da doença, que foram submetidos a aplicações do medicamento em dois intervalos distintos, a cada quatro ou oito semanas, além de um grupo que recebeu placebo. Os resultados mostraram uma melhora significativa em sintomas típicos da condição, especialmente na protrusão ocular, que é quando os olhos se projetam para fora.
Entre os pacientes que receberam o medicamento com maior frequência, mais da metade apresentou melhora, enquanto no grupo placebo esse número foi consideravelmente inferior. Além disso, houve avanços nos casos de visão dupla, outro sintoma comum da doença.
Entretanto, a taxa de resposta na redução da protrusão ocular variou entre 36% e 45% após ajustes em relação ao placebo, o que ficou abaixo da expectativa do mercado, que previa resultados superiores a 50%. Essa situação levantou questionamentos sobre a competitividade do elegrobart em comparação com tratamentos já existentes.
O elegrobart é um anticorpo monoclonal que é administrado por injeção subcutânea, visando atuar sobre um receptor relacionado à inflamação da doença. A proposta é oferecer uma alternativa mais prática em relação ao tratamento atual, que requer aplicações intravenosas em ambiente clínico.