O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou neste domingo (29) a expansão da ofensiva militar no sul do Líbano. Em um comunicado em vídeo, ele afirmou ter instruído as forças armadas a ampliar a chamada 'zona de segurança', com o objetivo de 'mudar fundamentalmente a situação de segurança na região'.
Netanyahu destacou que a decisão visa reforçar a segurança de Israel na fronteira norte, em um contexto de tensões crescentes e confrontos que aumentam o risco de uma escalada do conflito. Desde o início de março, Israel realiza uma operação terrestre contra o grupo terrorista Hezbollah, que inclui a demolição de pontes sobre o rio Litani.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, anunciou que todas as pontes utilizadas pelo Hezbollah para transporte de armas foram destruídas e que as Forças de Defesa de Israel controlarão as rotas restantes na nova zona de segurança. O governo libanês, por sua vez, acusou Israel de tentar estabelecer uma 'zona-tampão' no sul do país.
O rio Litani, que atravessa o Líbano, é um ponto estratégico na guerra entre Israel e Hezbollah, sendo mencionado em uma resolução da ONU de 2006 que exigia a retirada do grupo de áreas no sul do Líbano. Israel acusa o Hezbollah de não cumprir essa resolução.
Em meio a esse cenário, o Irã declarou estar preparado para responder a um possível ataque terrestre dos Estados Unidos, acusando Washington de preparar uma ofensiva enquanto fala em negociações. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Ghalibaf, afirmou que o Irã não aceitará a rendição e que sua determinação permanece alta.
A guerra, que começou em 28 de fevereiro com ataques dos EUA e de Israel ao Irã, já se espalhou pelo Oriente Médio. Recentemente, os houthis do Iémen, aliados do Irã, realizaram ataques contra Israel, aumentando os riscos para o transporte marítimo global, especialmente com o fechamento do Estreito de Ormuz.
Enquanto isso, ministros das Relações Exteriores de países como Paquistão, Arábia Saudita, Turquia e Egito se reuniram para discutir formas de encerrar o conflito, que já deixou milhares de mortos. As negociações incluem propostas para reabrir o Estreito de Ormuz, vital para o transporte de petróleo e gás.
Os Estados Unidos também enviaram tropas ao Oriente Médio, com o Pentágono se preparando para operações terrestres no Irã. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que o envio de forças militares amplia as opções do governo americano.
Enquanto as negociações prosseguem, os combates continuam intensos. Recentemente, uma unidade de uma empresa agrícola em Israel foi atingida por um míssil, e o Exército do Kuwait relatou feridos após um ataque a uma base militar. Em Teerã, um prédio de uma emissora de TV foi atingido, e ataques em Bandar-e-Khamir resultaram em mortes.
Com o fechamento do Estreito de Ormuz, cresce a preocupação com a economia global, e o presidente Donald Trump ameaçou atacar instalações energéticas iranianas caso o país não reabra o estreito.