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Interrupção da Missa do Domingo de Ramos em Jerusalém

A celebração do Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro foi barrada por autoridades israelenses, gerando reações do Vaticano e de governos europeus, que veem a ação como uma violação da liberdade religiosa.
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A celebração do Domingo de Ramos, tradicionalmente realizada na Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém, foi interrompida pela primeira vez em séculos por autoridades israelenses. A medida impediu a entrada de líderes cristãos no local sagrado, gerando reações imediatas do Vaticano e de governos europeus, que consideraram a ação uma afronta à liberdade religiosa.

O patriarca latino de Jerusalém, Pierbattista Pizzaballa, e o responsável pelos franciscanos na Terra Santa, Francesco Ielpo, foram barrados pela polícia israelense ao tentarem acessar a igreja para a missa. Em um comunicado, o Patriarcado Latino de Jerusalém e a Custódia da Terra Santa informaram que essa foi a primeira vez em séculos que líderes da Igreja foram impedidos de realizar a celebração no local.

Os religiosos foram interceptados durante o trajeto e obrigados a retornar. As instituições religiosas classificaram o incidente como um 'precedente grave', ressaltando a falta de respeito à sensibilidade de bilhões de fiéis que, neste período, voltam sua atenção para Jerusalém.

As restrições foram implementadas após o início de uma ofensiva militar israelense, apoiada pelos Estados Unidos, contra o Irã. Desde então, as autoridades israelenses proibiram grandes aglomerações em sinagogas, igrejas e mesquitas, limitando reuniões públicas a cerca de 50 pessoas. A polícia justificou a medida alegando que a configuração da Cidade Velha e dos locais sagrados representa um risco à segurança em caso de ataques.

A reação internacional foi rápida. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, descreveu o episódio como 'uma ofensa não apenas aos fiéis, mas a todos que defendem a liberdade religiosa'. O chanceler italiano, Antonio Tajani, anunciou a convocação do embaixador de Israel em Roma. O presidente francês, Emmanuel Macron, também condenou a decisão da polícia israelense e expressou seu apoio ao patriarca latino de Jerusalém.

O Domingo de Ramos, que marca o início da Semana Santa, relembra a entrada de Jesus em Jerusalém, recebido por uma multidão antes de sua crucificação. Devido às restrições, o Patriarcado cancelou a tradicional procissão que parte do Monte das Oliveiras, que anualmente reúne milhares de peregrinos. A instituição afirmou que os líderes das igrejas agiram com responsabilidade, respeitando as medidas impostas desde o início do conflito.

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