Um incidente envolvendo a equipe da CNN na Cisjordânia gerou uma forte reação de uma associação internacional de imprensa, que acusou o Exército israelense de impedir violentamente o trabalho dos jornalistas. O correspondente da CNN em Jerusalém, Jeremy Diamond, relatou que a agressão ocorreu na quinta-feira, quando a equipe tentava documentar as consequências de um ataque de colonos israelenses e a instalação de um posto avançado ilegal na região.
De acordo com Diamond, o fotojornalista Cyril Theophilos foi agredido e seus colegas foram detidos à força. A CNN divulgou um vídeo do incidente, que, segundo o correspondente, evidenciou as motivações dos soldados israelenses, que agiram em favor do movimento dos colonos.
A Foreign Press Association (FPA) classificou o ocorrido como um
ataque violento contra jornalistas claramente identificados
e um ataque direto à liberdade de imprensa. A entidade afirmou que os soldados tentaram impedir as filmagens e ameaçaram confiscar a câmera da equipe. Em um momento crítico, um soldado das Forças de Defesa de Israel abordou o fotojornalista por trás, aplicou um mata-leão, derrubou-o ao chão e danificou sua câmera.
A FPA condenou as ações dos soldados, afirmando que
apontar rifles para jornalistas e civis, agredir fisicamente um câmera e deter uma equipe são ações que ultrapassam todos os limites
. Este é o segundo incidente envolvendo a CNN em março; dias antes, um produtor da emissora teve o pulso fraturado após um ataque por policiais israelenses enquanto registrava fiéis muçulmanos em Jerusalém.