A partir deste sábado, a campanha nacional de vacinação contra a gripe será lançada em diversas regiões do Brasil. A mobilização ocorre em um contexto de crescimento nos casos de doenças respiratórias, com o objetivo de minimizar complicações, internações e mortes relacionadas ao vírus influenza.
Dados do Ministério da Saúde indicam que, neste ano, mais de 14 mil casos de síndrome respiratória aguda grave foram registrados, com o vírus da gripe sendo um dos principais responsáveis por esses quadros severos. Para a campanha, o governo federal já disponibilizou mais de 15 milhões de doses da vacina para estados e municípios.
As redes de saúde são orientadas a intensificar as estratégias de vacinação desde o início da mobilização, com foco nos grupos prioritários. A campanha é especialmente voltada para crianças de seis meses a menores de seis anos, idosos com 60 anos ou mais, gestantes, além de pessoas com doenças crônicas e imunossuprimidos.
O infectologista Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), enfatiza a importância da adesão da população para mitigar o impacto da doença. Ele destaca que o vírus da gripe se adapta constantemente, resultando em novas epidemias anualmente, o que torna a vacinação uma ferramenta crucial de prevenção.
Kfouri também assegura que a vacina possui um bom perfil de segurança e é eficaz na prevenção de formas graves da doença.
A vacina é muito segura e tem eficácia importante para evitar formas graves da doença. Por isso é essencial que a população, principalmente os grupos prioritários, participe da campanha
, afirma.
A vacina contra a gripe é elaborada com vírus inativados, que não podem causar a doença. A infectologista Sylvia Freire, do Sabin Diagnóstico e Saúde, explica que o imunizante estimula o organismo a produzir anticorpos que reconhecem o vírus em caso de contato futuro.
Quando a pessoa vacinada entra em contato com o vírus influenza, o sistema imunológico já reconhece o agente e reage de forma mais rápida, reduzindo o risco de evolução para quadros graves
, detalha.
Anualmente, a composição da vacina é atualizada para refletir as variantes do vírus com maior probabilidade de circulação, uma vez que o influenza sofre frequentes alterações genéticas. Especialistas analisam amostras do vírus coletadas em diferentes países por meio de um sistema global de vigilância para determinar as cepas a serem incluídas no imunizante.