A rotina agitada e a dificuldade em manter a disciplina muitas vezes levam as pessoas a negligenciar a atividade física. Isso levanta a questão sobre a eficácia de algumas sessões de exercícios semanais em compensar o sedentarismo. Especialistas afirmam que qualquer aumento na atividade física já traz benefícios, mesmo que a prática esteja aquém do ideal.
Samuel Aguiar, educador físico da Universidade Católica de Brasília, ressalta que
cada minuto de movimento é uma vitória clínica
. Ele observa que sair da inatividade total para realizar algumas sessões de exercícios semanais pode reduzir significativamente o risco de mortalidade. Interromper longos períodos em posição sentada é um passo inicial importante para melhorar a saúde.
Entretanto, para neutralizar completamente os efeitos de longas horas de inatividade, é necessário um volume maior de exercícios. Aguiar indica que, para aqueles que passam mais de oito horas sentados diariamente, seriam necessários entre 60 a 75 minutos de atividade física diária.
Em relação aos tipos de exercícios recomendados, a combinação de diferentes estímulos é fundamental. O treinamento de força é essencial, pois ajuda a regular o metabolismo e a captar glicose. Os exercícios aeróbicos, por sua vez, são cruciais para a saúde cardiovascular e para manter o corpo ativo.
Eduardo Netto, diretor técnico da Bodytech, reforça a importância de diversificar as atividades físicas. Ele afirma que, embora a prática regular reduza os riscos associados ao sedentarismo, a combinação de treino de força, exercícios aeróbicos e atividades de mobilidade é a abordagem mais eficaz.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda 150 minutos de atividade física moderada por semana. A frequência e a consistência são mais importantes do que treinar todos os dias. Aguiar destaca que o risco de mortalidade diminui significativamente ao atingir essa meta semanal.
Para aqueles que estão começando a se exercitar após um longo período de inatividade, é crucial iniciar com cautela para evitar lesões. Aguiar sugere começar com baixa intensidade e focar na execução correta dos movimentos, respeitando o tempo de adaptação do corpo.