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Paciente celebra quatro anos do primeiro transplante cardíaco 100% SUS na Paraíba

Willis Evangelista, primeiro paciente a receber um transplante cardíaco 100% SUS na Paraíba, comemora quatro anos de uma nova vida, cheia de saúde e atividades.
Foto: Paraiba

Willis Evangelista, morador de Conde, Litoral Sul da Paraíba, enfrentou sérios problemas cardíacos que o levaram a buscar atendimento médico. Após ser diagnosticado com uma condição grave, ele foi encaminhado ao Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, onde passou por uma série de consultas e exames até ser listado para o transplante.

Em 26 de março de 2022, Willis se tornou o primeiro paciente a receber um transplante de coração realizado 100% pelo SUS no estado. Ele recorda com gratidão o atendimento recebido durante todo o processo. Hoje, aos 64 anos, ele leva uma vida ativa, praticando ciclismo e produzindo doces caseiros, algo que parecia impossível há quatro anos.

A cardiologista Tauanny Frazão, que acompanha Willis desde o transplante, destaca sua notável recuperação. Antes, ele sofria com cansaço extremo e frequentes idas ao hospital. Atualmente, ele é um paciente independente e cheio de planos, sem sinais de rejeição.

O transplante de Willis não apenas salvou sua vida, mas também simboliza um avanço significativo na medicina pública. Tauanny enfatiza que o procedimento demonstra a capacidade do SUS em realizar tratamentos complexos com excelência, mudando a realidade de muitos pacientes que antes precisavam buscar atendimento fora do estado.

Desde o transplante de Willis, o Hospital Metropolitano já realizou 20 transplantes cardíacos, incluindo um pediátrico. A unidade é a única da rede pública da Paraíba habilitada para esses procedimentos em adultos, contando com uma equipe especializada e infraestrutura moderna.

Willis também reflete sobre a importância da doação de órgãos. O coração que agora pulsa em seu peito pertencia a um jovem de 20 anos que decidiu, aos 15, que desejava doar seus órgãos. A mãe do doador respeitou essa vontade após a confirmação da morte encefálica.

Tauanny ressalta que cada doador pode transformar várias vidas, e Willis é um exemplo claro de como a doação pode oferecer uma nova chance. Patrícia Monteiro, coordenadora da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante, destaca o comprometimento de Willis com seu tratamento e a importância da doação para o sucesso do transplante.

A diretora-geral do Hospital Metropolitano, Louise Nathalie, expressa orgulho pela trajetória de Willis e pelo marco que representa o primeiro transplante cardíaco 100% SUS na Paraíba. Ela afirma que a história de Willis é uma prova de que hospitais públicos podem oferecer tratamentos avançados.

Quatro anos após o transplante, Willis reafirma sua gratidão ao SUS, considerando-o o melhor plano de saúde. Ele compartilha que a experiência o transformou, ensinando-o a valorizar a vida e a importância do amor ao próximo.

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