A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou um plano emergencial para Cuba, que inclui o fornecimento de combustível, enquanto negociações com os Estados Unidos buscam autorização para importações com fins humanitários. A informação foi compartilhada pelo coordenador da ONU na ilha, Francisco Pichón.
O plano, que requer um investimento de US$ 94,1 milhões, visa garantir a continuidade dos serviços essenciais para a população mais vulnerável. Pichón alertou que, se a situação persistir e as reservas de combustível se esgotarem, a deterioração das condições de vida poderá ser rápida, com risco de perda de vidas.

A viabilidade da proposta está atrelada ao acesso ao combustível, e a ONU está em diálogo com o governo americano para obter autorização para a entrada do insumo no país. O plano também inclui um modelo de rastreamento do combustível, visando garantir transparência e facilitar um acordo.
Pichón mencionou que todas as soluções estão sendo consideradas, incluindo a colaboração com o setor não estatal. Essa iniciativa surge em resposta ao agravamento da crise energética em Cuba, que se intensificou após o embargo petroleiro imposto pelos EUA em janeiro.
Em fevereiro, Washington flexibilizou algumas restrições, permitindo a venda de petróleo ao pequeno setor privado cubano. A proposta da ONU também se expande para abordar o impacto humanitário da crise de energia, que se agravou após o furacão Melissa em outubro.
Os cubanos enfrentam apagões que podem durar mais de 20 horas, levando o presidente Miguel Díaz-Canel a implementar medidas de emergência, incluindo um rigoroso racionamento de combustível.