Uma investigação realizada pelo Ministério da Defesa da Colômbia, em colaboração com o Equador, determinou que a bomba equatoriana descoberta em solo colombiano entrou no país de forma acidental. O explosivo, que não detonou, teria caído inicialmente no Equador e ricocheteado, atravessando a fronteira.
O presidente colombiano, Gustavo Petro, havia informado anteriormente sobre a descoberta do artefato, atribuindo sua origem ao Exército equatoriano. Em contrapartida, o presidente do Equador, Daniel Noboa, enfatizou que o país está em uma luta contra o narcotráfico e que os bombardeios realizados ocorrem exclusivamente em seu território.
O ministro da Defesa da Colômbia, Pedro Sanchez, anunciou que a comissão binacional chegou à conclusão de que o bombardeio não teve como alvo a Colômbia.
As evidências indicam que o ponto de impacto inicial da bomba foi no território equatoriano e que ela teria ricocheteado aproximadamente 210 metros para o território colombiano. O artefato não detonou e não foi registrado nenhum impacto na população — afirmou.
As relações entre Colômbia e Equador têm se deteriorado desde janeiro, quando o Equador impôs tarifas de 30% sobre produtos colombianos, aumentando esse percentual para 50% em fevereiro. O governo equatoriano justificou a medida alegando que a Colômbia não tomou ações suficientes para combater o narcotráfico na região. Em resposta, a Colômbia implementou taxas recíprocas sobre produtos equatorianos.