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Denúncia de negligência médica em hospital de Campina Grande

Uma família alega negligência médica após sua bebê, de 1 ano e 6 meses, receber alta duas vezes antes de ser internada em estado gravíssimo. O caso gerou uma sindicância na Secretaria Municipal de Saúde.
Foto: Hospital da Criança e do Adolescente Campina Grande

Um caso de suposta negligência médica está gerando preocupação em Campina Grande, onde uma família denuncia que sua bebê de 1 ano e seis meses recebeu alta em duas ocasiões no Hospital da Criança e do Adolescente, mesmo apresentando sintomas gripais.

Após a piora do quadro clínico, a criança foi transferida para o Hospital de Emergência e Trauma, onde se encontra em estado gravíssimo. Segundo relatos familiares, a primeira visita ao hospital ocorreu na sexta-feira (20), quando a médica teria minimizado os sintomas, prescrevendo apenas medicação simples.

Após retornar para casa, a bebê apresentou agravamento, com episódios de vômito e secreção. Na segunda-feira (23), a família voltou ao hospital, mas a criança não foi examinada e recebeu nova alta, com a recomendação de lavagem nasal.

Na madrugada entre segunda e terça-feira (24), a bebê sofreu convulsões, levando a um novo atendimento. Diante da gravidade, foi encaminhada à ala vermelha, onde continuou a ter crises convulsivas. O tio da criança, que é profissional de saúde, relatou que sugestões de intervenção foram ignoradas pela equipe médica.

Por volta das 5h50 da terça-feira (24), a bebê foi levada à UTI e precisou ser intubada. A situação se agravou quando a equipe médica questionou a família sobre doação de órgãos, aumentando a apreensão dos parentes.

Ao meio-dia da terça-feira (24), a criança foi transferida para o Hospital de Trauma, onde permanece internada em estado gravíssimo, com diagnóstico de edema cerebral, conforme informado pela equipe médica.

A Secretaria Municipal de Saúde de Campina Grande, responsável pelo hospital onde ocorreram os primeiros atendimentos, emitiu uma nota expressando solidariedade à família e anunciou a abertura de uma sindicância interna para investigar os fatos. A secretaria afirmou que tomará as medidas necessárias após a conclusão das investigações, visando responsabilizar eventuais irregularidades no atendimento.

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