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Pesquisa sobre segurança alimentar em caprinos e ovinos é financiada pelo Governo da Paraíba

Estudo financiado pelo Governo da Paraíba analisa comunidades microbianas na produção de caprinos e ovinos, destacando a influência da alimentação na saúde animal e segurança alimentar.
Produção de caprinos e ovinos ‧ Foto: Reprodução

Uma pesquisa apoiada pelo Governo da Paraíba investigou as comunidades microbianas envolvidas na produção de caprinos e ovinos que se alimentam de palma forrageira e silagens. O estudo revelou como a diversidade microbiana dos alimentos afeta a presença de microrganismos patogênicos no trato gastrointestinal dos animais, impactando a segurança alimentar.

Realizada por pesquisadores do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal da Paraíba, a pesquisa recebeu financiamento da Fundação de Apoio à Pesquisa da Paraíba e contou com o suporte da Secretaria da Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior. Sob a coordenação do professor Edson Mauro Santos, o projeto identificou riscos associados ao manejo alimentar que favorecem a presença de microrganismos patogênicos no leite e na carne dos animais.

O projeto, que abrangeu nove experimentos entre agosto de 2019 e dezembro de 2023, foi realizado na Estação Experimental de Pendência e nas instalações da UFPB e do Instituto Nacional do Semiárido. Os pesquisadores analisaram a comunidade bacteriana de silagens de sorgo e palma forrageira, buscando entender sua influência na saúde gastrointestinal de ovinos e caprinos.

Os resultados indicaram que a formulação das rações é crucial para a saúde e segurança alimentar dos pequenos ruminantes. A pesquisa detectou microrganismos patogênicos nas rações e identificou manejos alimentares que podem reduzir ou eliminar sua proliferação, prevenindo a contaminação dos animais. Além disso, foram divulgadas práticas alimentares adequadas para produtores do Semiárido Paraibano.

O pesquisador Edson Silva destacou que o uso de aditivos na ensilagem e a formulação correta das rações à base de palma forrageira podem favorecer a microbiota da dieta, aumentando a presença de microrganismos benéficos e melhorando a saúde e o desempenho dos animais, além de reduzir o risco de contaminação dos produtos de origem animal.

Esses avanços permitirão que os produtores aumentem a produção de leite e carne, garantindo produtos de qualidade e seguros para o consumo. A formação de mestres e doutores, bem como o treinamento de zootecnistas e veterinários, contribuirá para a transferência de tecnologia na cadeia produtiva caprina e ovina na Paraíba, promovendo melhorias na qualidade de vida dos produtores.

Edson ressaltou a importância do apoio da Fundação durante a pandemia de Covid-19, afirmando que foi um diferencial para a geração de conhecimento científico e formação de profissionais capacitados. O projeto resultou em uma tese de doutorado concluída, duas em andamento, seis dissertações finalizadas, treinamento de acadêmicos e a produção de boletins técnicos sobre silagem e manejo alimentar.

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