Em um pronunciamento contundente, Mohsen Rezaee, um alto oficial da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, elevou o tom de suas ameaças contra os Estados Unidos, direcionando suas palavras ao presidente Donald Trump. Rezaee advertiu que qualquer ataque à infraestrutura iraniana resultará em uma resposta abrangente e implacável.
Ele enfatizou que a retaliação não será mais uma abordagem de 'olho por olho', mas sim uma resposta que pode incluir 'cabeça, mão e pé', prometendo que os Estados Unidos ficariam 'paralisados'. Rezaee também reiterou um aviso prévio a Trump, alertando que iniciar um conflito teria consequências severas, sem possibilidade de cessar-fogo.
Além disso, o oficial iraniano insinuou que Trump estaria em uma situação crítica, afirmando que o presidente americano estaria 'nos últimos dias de salvar a América', sugerindo que um prolongamento das hostilidades poderia ter repercussões ainda mais graves para os EUA. Rezaee mencionou que o Irã possui um plano de guerra bem estruturado, que seria revelado caso as tensões se intensificassem.
Essas declarações surgem em um contexto de impasses diplomáticos, logo após Trump ter sinalizado uma possível abertura para negociações. O presidente americano comentou que o Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte de petróleo, poderia ser reaberto 'imediatamente' se um acordo fosse alcançado entre Washington e Teerã. Ele descreveu as conversas como 'produtivas', com potencial para um modelo de controle conjunto da passagem.
No entanto, autoridades iranianas negaram a existência de qualquer diálogo, afirmando que a recente decisão dos EUA de suspender ataques a alvos energéticos por cinco dias estava relacionada a pressões do mercado financeiro e às ameaças militares do Irã.