O recente disparo de mísseis iranianos em direção à base militar de Diego Garcia, localizada no Oceano Índico, gerou um aumento no nível de alerta entre países europeus. A instalação, administrada em conjunto pelos Estados Unidos e Reino Unido, está situada a aproximadamente 4 mil quilômetros do Irã.
O ataque ocorreu na noite de sexta-feira, quando dois mísseis balísticos foram lançados. Autoridades informaram que não houve danos: um dos mísseis falhou e o outro foi interceptado pelo sistema de defesa americano.
A ação foi inicialmente reportada pela mídia dos Estados Unidos e posteriormente confirmada por fontes britânicas e pela agência iraniana Mehr, que descreveu o evento como um 'passo significativo', sugerindo que o alcance dos mísseis iranianos pode ser maior do que se pensava.
Esse episódio levanta questões sobre o programa de mísseis do Irã, considerado um dos pilares estratégicos do regime, que possui um dos maiores arsenais do Oriente Médio, com armamentos capazes de longas distâncias e potencial para transportar ogivas nucleares.
A escolha de Diego Garcia como alvo é notável, uma vez que a base não é um foco habitual nas tensões entre Irã, Estados Unidos e Israel, que se intensificaram recentemente. A ofensiva foi vista como incomum, dado que a base não possui a mesma importância estratégica que instalações americanas em países do Golfo.
Especialistas alertam que mísseis com alcance de até 4 mil quilômetros poderiam atingir várias capitais europeias, como Atenas, Roma, Berlim, Paris e Londres.
A resposta internacional foi rápida. O Reino Unido considerou o ataque uma ação 'imprudente', embora autoridades britânicas afirmem que, até agora, não há provas concretas de que o Irã tenha a capacidade de atingir o território europeu.
Israel também utilizou o incidente para criticar o programa militar iraniano, com o governo de Benjamin Netanyahu reiterando que Teerã representa uma ameaça global e pedindo um maior alinhamento internacional para conter o avanço das capacidades militares do país.