Em uma recente entrevista, Mark Rutte, secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), afirmou estar "absolutamente convencido" de que a aliança conseguirá reabrir o Estreito de Ormuz. Esta passagem é vital para o comércio global de petróleo e tem sido foco de tensões na região do Oriente Médio.
A declaração de Rutte foi feita em um contexto de crescente pressão militar e política envolvendo os Estados Unidos, o Irã e seus aliados ocidentais. O secretário-geral também comentou sobre as críticas do presidente dos EUA, Donald Trump, à atuação da Otan durante a crise.
Rutte destacou que os países europeus e parceiros da aliança estão colaborando para desenvolver uma resposta coordenada à instabilidade na região.
Os aliados europeus e parceiros em todo o mundo aproveitaram as últimas semanas para garantir que nos uníssemos. Eles começaram a planejar o que podemos fazer coletivamente como aliados e parceiros dos Estados Unidos — afirmou.
Ele ressaltou que a natureza sensível e estratégica da operação requer tempo para preparação e alinhamento entre os membros da aliança antes de qualquer ação mais direta.
O Estreito de Ormuz, que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, é uma das principais rotas de escoamento de petróleo do mundo. A região se tornou um ponto crítico após o Irã ameaçar bloquear a passagem em resposta a possíveis ataques dos EUA a suas instalações energéticas.
Nos últimos dias, autoridades iranianas reiteraram que a via marítima poderia ser fechada caso houvesse ofensivas contra o país, aumentando as preocupações internacionais sobre os impactos no comércio global e nos preços do petróleo. A situação se agrava com confrontos entre forças dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, além de trocas de ameaças envolvendo infraestrutura energética na região.