O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, esteve em Arad, no sul do país, após um bombardeio iraniano que ocorreu na noite anterior e resultou em dezenas de feridos. Durante a visita, ele pediu que a população se mantivesse em abrigos, afirmando que 'o país todo é linha de frente neste momento'.
Arad e Dimona foram alvos de ataques iranianos, com Teerã alegando que as instalações militares israelenses eram o foco. No entanto, imagens divulgadas por agências internacionais indicam que áreas civis também foram atingidas, incluindo uma usina nuclear em Dimona.


De acordo com o serviço de emergência nacional israelense, Magen David Adom (MDA), mais de 100 pessoas ficaram feridas nos bombardeios, sendo 71 em Arad, com 10 em estado grave, e mais de 40 em Dimona, incluindo uma criança de 10 anos em estado crítico.
Netanyahu, em meio aos escombros do ataque em Arad, comentou: 'É um milagre que ninguém tenha morrido. O míssil caiu aqui, entre os prédios'. Ele enfatizou que toda a nação é uma frente e que a proteção da população depende de permanecer em abrigos.
Horas antes, Netanyahu descreveu a noite anterior como 'muito difícil' em suas redes sociais. Ele reiterou as acusações contra o Irã, afirmando que o país ataca civis, algo que Israel não faz. Em um apelo em inglês, pediu que mais nações se unissem aos EUA e a Israel na luta contra o Irã.
O premiê israelense utilizou o ataque para justificar a guerra contra o Irã, caracterizando o regime como uma ameaça global. Ele mencionou o bloqueio ao Estreito de Ormuz e ataques a bases como parte da justificativa para a ação militar.