O conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, que se intensificou nas últimas duas semanas, já resultou na morte de nove figuras proeminentes do regime iraniano. Desde o início dos ataques em 28 de fevereiro, as operações têm como alvo líderes responsáveis pela repressão a manifestações antigovernamentais e buscam criar um ambiente propício para uma nova revolta interna.
Ali Khamenei, líder supremo do Irã e figura central do sistema político pós-Revolução Islâmica de 1979, foi uma das primeiras vítimas, morto no primeiro dia do conflito em um ataque aéreo israelense enquanto se reunia com assessores.
Ali Shamkhani, ex-chefe de segurança nacional e conselheiro de Khamenei, também foi morto no mesmo ataque. Ele era uma figura influente nas negociações sobre o programa nuclear do país.
Mohammad Pakpour, comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, e Mohammad Shirazi, general do Exército e chefe do Gabinete Militar do líder supremo, foram mortos no mesmo dia. Pakpour, veterano da guerra contra o Iraque, estava sob sanções da União Europeia desde 2021.
Abdolrahim Mousavi, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, foi nomeado para o cargo poucos dias antes dos ataques e era conhecido por seu papel no desenvolvimento de mísseis balísticos e drones. Ele também enfrentou sanções internacionais por violações de direitos humanos.
Aziz Nasirzadeh, ministro da Defesa desde 2014, e Gholamreza Soleimani, comandante da milícia Basij, também foram alvos dos ataques. Soleimani foi acusado de liderar operações violentas contra manifestantes.
Esmail Khatib, ministro da Inteligência, e Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, foram mortos em momentos distintos do conflito. Larijani, um político influente, defendia a continuidade da guerra e tinha um papel ativo na repressão de protestos.
Além disso, o presidente dos Estados Unidos vetou novos ataques de Israel a um megacampo de gás controlado por Irã e Qatar, buscando conter a escalada do conflito em meio a tensões no mercado global de petróleo.