O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, proibiu Israel de realizar novos ataques ao megacampo de gás natural Pars Sul, que é administrado em conjunto pelo Irã e Qatar e está localizado no golfo Pérsico. A decisão ocorreu após uma ofensiva israelense que atingiu a instalação nesta quarta-feira.
Israel, por raiva do que tem acontecido no Oriente Médio, violentamente atingiu uma grande instalação conhecida como campo de gás Pars Sul no Irã. Os EUA não sabiam nada sobre este ataque em particular, e o Qatar não esteve envolvido de nenhuma forma nem tinha ideia de que ele iria ocorrer — declarou Trump em sua rede social.
Trump também afirmou que, embora o Irã não soubesse do ataque, ele retaliou injustamente uma parte da instalação de gás natural liquefeito do Qatar. O presidente americano enfatizou que "ISRAEL NÃO IRÁ REALIZAR NOVOS ATAQUES" a menos que o Irã decida atacar o Qatar, alertando que os EUA responderiam com força.
A ofensiva israelense ao campo de gás provocou uma nova escalada no conflito no Oriente Médio, levando o Irã a ameaçar retaliar contra a infraestrutura energética de aliados dos EUA na região, como Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
O Qatar controla 60% das reservas do megacampo de gás Pars Sul, enquanto o Irã é o maior produtor local de gás natural, com a maioria de sua produção destinada à China. O ataque resultou em incêndios em estações de processamento de gás, que foram controlados após algumas horas.
Após a ofensiva, o Irã lançou ameaças sem precedentes, mencionando alvos específicos na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Qatar. A publicação de Trump reflete a preocupação com a segurança dos aliados na região e os impactos no setor energético em um momento de incerteza.
As ameaças iranianas e a continuidade do bloqueio no estreito de Hormuz contribuíram para a alta do preço do barril Brent, que subiu 5,85%, fechando a quase US$ 110. No Qatar, explosões e um incêndio foram relatados no maior terminal de gás natural liquefeito do mundo, levando o governo local a evacuar unidades de petróleo e gás.
O governo do Qatar havia protestado contra a ação israelense, considerando-a irresponsável, mas após os ataques, expulsou o adido militar iraniano. A administração de Binyamin Netanyahu tem intensificado suas operações militares, enquanto Trump tem se manifestado de maneira contraditória, o que, segundo analistas, pode incentivar Netanyahu a aumentar a pressão sobre o Irã.