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Irã utiliza bombas de fragmentação em ataque a Tel Aviv

O Irã lançou mísseis de fragmentação em direção a Tel Aviv, em resposta à morte de um importante líder do regime. O uso desse armamento é controverso e não é assinado por Israel ou Irã.
Foto: G1

O Irã fez uso de bombas de fragmentação nesta quarta-feira, direcionando mísseis a Tel Aviv, em retaliação à morte de Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança do país. As forças israelenses acusam o regime iraniano de utilizar esse tipo de armamento em ataques desde o início da guerra.

Embora exista uma convenção de 2008 que proíbe o uso de munições de fragmentação, tanto Israel quanto Irã não são signatários e, portanto, não se sentem obrigados a respeitá-la. Em junho de 2025, durante um conflito anterior, Israel já havia denunciado o uso desse armamento por Teerã.

Irã utiliza bombas de fragmentação em ataque a Tel Aviv

Israel, por sua vez, tem um histórico de uso de munições de fragmentação, especialmente em conflitos com o Líbano, e autoridades libanesas relataram indícios de seu uso em confrontos recentes.

O que são munições de fragmentação?

As munições de fragmentação, ou 'cluster munition', são projetadas para se abrir no ar e liberar várias submunições sobre uma área extensa, visando atingir simultaneamente soldados, veículos e infraestruturas. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha aponta que essas armas foram utilizadas pela primeira vez na Segunda Guerra Mundial e que muitas permanecem estocadas desde a Guerra Fria.

O uso dessas munições em áreas civis é extremamente perigoso, pois muitas submunições não detonam no impacto e permanecem ativas, funcionando como minas terrestres, o que pode resultar em ferimentos ou mortes de civis anos após os conflitos.

Críticas ao uso de bombas de fragmentação

Devido à sua ampla dispersão e à falha de detonação, as bombas de fragmentação são vistas como uma das armas mais letais para civis. Em 2008, mais de 110 países assinaram a Convenção sobre Munições Cluster, que proíbe o uso e desenvolvimento desse tipo de armamento. Contudo, Israel e Irã não fazem parte do tratado.

Além disso, potências como Estados Unidos, Rússia e Ucrânia também não aderiram à convenção. O Brasil, que não é signatário, foi criticado por seu envolvimento na produção de munições de fragmentação utilizadas em conflitos no Iémen.

Arsenal de Israel e Irã

De acordo com a ONG Landmine and Cluster Munition Monitor, Israel utilizou munições de fragmentação pela última vez em 2006, mas continuou a produzi-las até 2018. A ONG acredita que Israel ainda possui grandes estoques desse armamento, embora não tenha verificado o uso em ataques recentes.

A Landmine and Cluster Munition Monitor também não conseguiu confirmar o uso de mísseis de fragmentação pelo Irã em 2025 e não menciona os ataques recentes. A Anistia Internacional criticou o uso desse tipo de munição por Teerã em junho passado.

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