As relações entre Colômbia e Equador enfrentam um momento crítico, marcado por acusações mútuas e um incidente alarmante na fronteira. O presidente colombiano, Gustavo Petro, afirmou que um bombardeio teria ocorrido em território colombiano, próximo à divisa com o Equador, onde uma bomba não detonada foi encontrada.
Na sequência, Petro revelou que 27 corpos carbonizados foram localizados na mesma região, embora não tenha fornecido detalhes adicionais sobre as circunstâncias das mortes.

Em resposta, o presidente equatoriano, Daniel Noboa, negou qualquer envolvimento em um ataque, afirmando que as operações militares do Equador visam apenas grupos criminosos dentro de seu território.
O suposto bombardeio teria ocorrido próximo à cidade de Ipiales, onde moradores relataram que aviões lançaram bombas do lado equatoriano, com alguns artefatos caindo em solo colombiano. Um camponês local descreveu o momento do ataque, que teria ocorrido em março, e expressou o medo que a situação gerou na comunidade.
Sobre a bomba encontrada, o governo colombiano informou que o artefato pesa cerca de 250 kg e possui inscrições em inglês. Especialistas indicaram que se trata de uma bomba de queda livre, comumente fabricada no Brasil e nos Estados Unidos, mas a origem do explosivo ainda não foi confirmada.
Petro também mencionou que pediu apoio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para intervir na situação, enfatizando que não deseja um conflito armado. Por outro lado, Noboa classificou as alegações colombianas como infundadas e criticou a Colômbia por sua falta de controle na fronteira, que, segundo ele, permitiu a infiltração de grupos criminosos.
As tensões entre os dois países não se limitam a este incidente. Desde fevereiro, o Equador impôs tarifas sobre produtos colombianos, levando a Colômbia a responder com medidas semelhantes. Além disso, as divergências sobre o combate ao narcotráfico na região de fronteira têm contribuído para a escalada das tensões.