Uma pesquisa realizada por cientistas do Silent Spring Institute e do Southwest Research Institute, nos Estados Unidos, revelou a presença de substâncias químicas prejudiciais em extensões de cabelo disponíveis no mercado. O estudo, publicado na revista Environment & Health, encontrou 48 compostos classificados como perigosos em listas internacionais de monitoramento químico.
Os pesquisadores analisaram 43 produtos populares de extensão capilar, incluindo aqueles rotulados como 'atóxicos' e direcionados ao público jovem. Os resultados mostraram que quase todos os itens avaliados continham substâncias problemáticas, com apenas dois produtos não apresentando riscos.
A química analítica Elissia Franklin, principal autora do estudo, comentou: 'Relatórios anteriores já haviam identificado algumas substâncias preocupantes em extensões de cabelo, mas ainda sabíamos muito pouco sobre a composição química desses produtos. Queríamos entender melhor a dimensão desse problema.'
Entre os compostos encontrados, 17 estão associados ao câncer de mama e foram detectados em 36 das amostras analisadas. Alguns desses químicos podem interferir no funcionamento hormonal, aumentando o risco de desenvolvimento da doença. Além disso, doze substâncias estão listadas na Proposição 65 da Califórnia, que inclui compostos conhecidos por causar câncer e defeitos congênitos.
Os pesquisadores também identificaram quatro tipos de retardantes de chama potencialmente nocivos. Esses compostos, frequentemente adicionados a materiais para resistência ao fogo, levantam preocupações sobre os riscos associados ao uso de extensões de cabelo, uma vez que esses produtos permanecem em contato com o couro cabeludo por longos períodos.