O Comando Central dos Estados Unidos para o Oriente Médio emitiu um alerta sobre a possibilidade de ataques a portos civis do Irã no Estreito de Hormuz. Essa região se tornou um foco de tensão desde que o Irã bloqueou a passagem de navios petrolíferos na semana passada.
O governo dos EUA orientou os civis iranianos a se manterem afastados dos portos ao longo do estreito, alegando que essas instalações estão sendo utilizadas para fins militares. O comunicado enfatiza que, devido a essa situação, os portos podem ser alvos de ataques.
As ações do Irã foram descritas como uma ameaça à navegação na região. O governo americano afirmou que o regime iraniano está utilizando portos civis para conduzir operações militares que comprometem o transporte marítimo internacional.
O Comando Central dos EUA alertou que essas ações colocam em risco a vida de civis. A orientação é para que estivadores, pessoal administrativo e tripulações de navios comerciais mantenham distância de embarcações da Marinha iraniana e de equipamentos militares.
O presidente Donald Trump declarou que a segurança na rota marítima será restabelecida em breve, prometendo que as empresas petrolíferas poderão operar com segurança novamente.
Recentemente, os EUA informaram a destruição de 16 navios minadores que poderiam ser utilizados para bloquear o estreito, uma rota vital para as exportações de petróleo e gás do Golfo.
Bloqueio do Estreito de Hormuz
O Irã tem bloqueado o Estreito de Hormuz, que é crucial para a produção mundial de petróleo, e atacado infraestruturas energéticas na região. Um ataque de drone iraniano resultou no fechamento da refinaria de Ruwais, uma das maiores do mundo.
Em resposta ao aumento dos preços do petróleo, Trump ameaçou o Irã com consequências militares severas, afirmando que, caso o país destruísse o estreito, os EUA reagiriam com força desproporcional.
Apesar das ameaças, o Irã não demonstrou intenção de recuar. A Guarda Revolucionária reivindicou uma série de ataques na região, caracterizando-os como os mais intensos desde o início do conflito.
Nos últimos dias, pelo menos quatro navios foram atacados no Estreito de Hormuz, incluindo um porta-contêineres britânico e um graneleiro tailandês. As outras embarcações atacadas ainda não foram identificadas.
Como resultado da escalada de tensão, grandes empresas de transporte marítimo suspenderam operações na área, redirecionando seus navios para contornar a ponta sul da África, sem previsão de quando a rota por Hormuz será segura novamente.