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Barroso comenta desafios do STF e a importância da história da instituição

Luís Roberto Barroso, ex-ministro do STF, analisa o momento difícil da Corte e defende que um único fato não deve definir sua história. Ele também discute a ética entre juízes e a necessidade de um código de conduta.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, expressou sua visão sobre os desafios enfrentados pela Corte, afirmando que está 'observando a cena' e reconhecendo que a instituição atravessa um 'momento difícil'. Em entrevista à Globo News, Barroso destacou que não se deve permitir que um único evento defina a trajetória do STF.

'Há uma percepção crítica real. Eu leio o jornal, vou à farmácia, tenho amigos. Portanto, é um momento difícil. Mas acho que a gente não deve fazer juízos precipitados e a gente não deve considerar que um fato conte a história da instituição', afirmou Barroso.

O ex-ministro também abordou a questão da ética entre juízes, defendendo que é aceitável que juízes sejam acionistas de empresas, desde que a relação com potenciais interessados seja cuidadosamente gerida. 'O problema, de novo falando em tese, é o tipo de relacionamento que você estabelece com quem, eventualmente, possa ter interesse no seu campo. Essa é a grande delicadeza', explicou.

Barroso manifestou simpatia pela ideia de um código de ética para os ministros do STF, embora tenha optado por não avançar com a proposta devido à sua natureza 'divisiva' dentro da Corte. 'Eu tive muitos projetos importantes que eu dependia da coesão do Tribunal', comentou.

Durante a entrevista, Barroso também respondeu a uma pergunta do jornalista Roberto d'Ávila sobre a prática de apagar mensagens no celular, em alusão a uma controvérsia envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. Ele afirmou que não apaga mensagens e que costuma manter conversas antigas devido à sua 'má memória'.

Por fim, Barroso refletiu sobre o 'timing' da discussão sobre um código de conduta, sugerindo que a demanda social é válida, mas que o momento pode não ter sido o mais apropriado. 'Se há uma demanda da sociedade, e não há nada a esconder, eu não vejo porquê não fazer. O 'timing' talvez não tenha sido feliz, porque misturou com outros episódios', concluiu.

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